Sou, desde novo, fascinado pelos tascos portugueses. Acho que há algo de maravilhoso em comer comida de sítios que assombram a ASAE. Quando há 6 meses atrás me vi apertado de dinheiro, decidi arranjar um part-time. Dirige-me a um tasco para pedir trabalho. Sim, como empregado de mesa. Eu aceitei. No meu primeiro dia conheço o meu patrão, Euclides. " Não me trates por senhor que o senhor tá no céu, e o peso dos meus colhões mantém-me preso aqui na terra" diz-me ele. Eu insisto em chamar-lhe sempre Sr. Euclides. Como eu nunca tinha servido à mesa, ele explica-me o processo. Os clientes vão-te pedir merdas. Eu faço as merdas. Se te vêm com pedidos especiais ou algo do género manda-os logo para o caralho. Os vegetarianos que vêm para aqui mais vale a pena irem embora. E tens que andar despachado. Se o cliente senta, pede a comida, a comida vem e a mesa não está posta, ele vai comer com o quê? Com a piroca? É bom que não veja isso a acontecer". No meio deste discurso,...
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